quarta-feira, 28 de agosto de 2013

HISTOLOGIA E EMBRIOLOGIA-TECIDO MUSCULAR

TECIDO MUSCULAR

INTRODUÇÃO

O tecido muscular é um tecido bastante especializado na função de contratibilidade, propriedade que suas células têm de se contraírem.
As células do tecido muscular são denominadas de fibras musculares, sendo geralmente alongadas, fusiformes ou cilíndricas, e apresentam no seu interior um grande número de filamentos proteicos contrateis de actina e miosina, responsáveis pelo processo de contração da fibra muscular.
Tanto as fibras como todo o músculo são envolvidos por tecido conjuntivo denso, o qual contém vasos sanguíneos que levam nutrientes e oxigênio para as células musculares e retiram o gás carbônico e as substâncias tóxicas, resultantes do catabolismo celular, além de dissiparem o calor.
O tecido muscular é o responsável pelas funções de movimentação, locomoção e sustentação do corpo, junto com o tecido ósseo.
Existem duas variedades de tecidos musculares nos animais, com três tipos morfológicos distintos: o tecido muscular liso e o tecido muscular estriado, esse último está dividido em: cardíaco e esquelético.

CARACTERÍSTICAS
  • Origina-se do mesoderma;
  • Presença de proteínas filamentosas contráteis (miofibrilas);
  • Componentes recebem nomes especiais: sarcolema (MP), sarcoplasma (citoplasma) e reticulo sarcoplasmático (REL).


CLASSIFICAÇÃO

Músculo estriado esquelético:
  • São formados por feixes de células longas, cilíndricas e multinucleadas, que tem origem no embrião através de células alongadas, os mioblastos;
  • Possuem envoltórios: epimísio, endomísio e perimísio;
  • São muito irrigados, cujos vasos sanguíneos penetram no músculo através dos septos de tecido conjuntivo e correm entre as fibras musculares;
  • Cada fibra muscular apresenta uma terminação nervosa motora (placa motora);
  • De acordo com a estrutura e a composição química, as fibras musculares esqueléticas dividem-se em: tipo I ou lentas, tipo II ou rápidas e intermediárias;
Músculo estriado cardíaco:
  • É constituído por células alongadas que se anastomosam irregularmente;
  • Apresentam estriações transversais semelhantes a do músculo esquelético;
  • Possuem um ou dois núcleos localizados centralmente;
  • São revestidos por uma delgada bainha de tecido conjuntivo muito irrigado;
  • Presença de discos intercalares, que são junções onde aparecem zônula de adesão, desmossomos e junções comunicantes;
  • O sistema T e o retículo sarcoplasmático não são muito desenvolvidos, como no ME, são encontrados ao nível da banda Z;
  • Presença de díades;
  • No MC, as mitocôndrias ocupam 40% do volume citoplasmático, refletindo o intenso metabolismo aeróbio;
  • A principal fonte de energia é os ácidos graxos que são armazenados sob forma de triglicerídeos;
  • Apresentam grânulos secretores, mais numerosos no átrio esquerdo, que contém molécula precursora do hormônio ou peptídeo atrial natriurético;
  • Tem sistema próprio de auto-estimulação, composto por células musculares cardíacas modificadas;
Músculo liso:
  • Formado por associação de células longas, fusiformes, com núcleo único e central;
  • São revestidas por lâmina basal e mantidas unidas por uma rede muito delgada de fibras reticulares;
  • O sarcolema apresenta grande quantidade de vesícula de pinocitose;
  • Os filamentos de actina e miosina não apresentam organização encontrada nas fibras estriadas;
  • Apresentam feixes de miofilamentos que se cruzam em todas as direções formando uma trama tridimensional;
  • A miosina da célula lisa só interage com a actina quando a miosina está fosforilada;
  • O cálcio, no sarcoplasma, forma um complexo com a calmodulina, que ativa a cinase da cadeia leve de miosina, mudando a formação da cabeça, o que resulta no deslizamento dos miofilamentos;
  • As células apresentam os corpos densos que servem de ancoragem para os filamentos de actina e intermediários;
  • Não possuem sistema T e o reticulo sarcoplasmático é extremamente reduzido. As vesículas de pinocitose desempenham o papel regulador do cálcio;
  • Existem terminações nervosas, mas o grau de controle é variado. Recebem fibras do sistema nervoso simpático e parassimpático;

REGENERAÇÃO
  • O músculo cardíaco não se regenera. Nas lesões do coração, as partes destruídas são invadidas por fibroblastos que produzem fibras colágenas, formando uma cicatriz de tecido conjuntivo denso;
  • O músculo estriado esquelético tem pequena capacidade de regeneração. Admite-se que as células satélites sejam responsáveis por esta regeneração. Tais células são mononucleadas, fusiformes, dispostas paralelamente às fibras musculares dentro da lâmina basal. Após uma lesão,as células satélites tornam-se ativas, proliferam por divisão mitótica e se fundem umas às outras para formar novas fibras musculares esqueléticas. As células satélites também entram em mitose quando o músculo é submetido a exercício intenso. Neste caso elas se fundem coma s fibras musculares preexistentes, contribuindo para a hipertrofia do músculo;
  • O músculo liso é capaz de uma resposta regenerativa mais eficiente. Ocorrendo lesão, as células musculares lisas que permanecem viáveis entram em mitose e reparam o tecido destruído. Na regeneração do tecido muscular liso da parede dos vasos sanguíneos há também a participação dos pericitos, que se multiplicam por mitose e originam novas células musculares lisas.


LÂMINAS DE TECIDO MUSCULAR:






























REFERÊNCIAS:

Imagens:

Conceitos:
JUNQUEIRA L. C.; CARNEIRO, J. Histologia Básica. 10ª ed. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2004.

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